sexta-feira, julho 28, 2017

Oficina: Caminhos do Mário - Ecos da Pauliceia Desvairada





Nas tardes de terças-feiras, durantes os meses de agosto e setembro, eu (Marcelo Abud) e o fotógrafo e roteirista Paulo Toledo estaremos coordenando a oficina "Caminhos do Mário - ecos da Pauliceia Desvairada", na Oficina Cultural Casa Mário de Andrade, na Barra Funda.









Marcelo Abud e Paulo Toledo, no início dos anos 2000, foram sócios
na produtora de roteiros de vídeo "Roteiro Central"

Sobre a oficina:
Com a finalidade de revisitar os caminhos de Mário de Andrade pela cidade de São Paulo, a Casa segue com o projeto artístico que pretende culminar numa exposição de fotografias, peças radiofônicas, roteiro de vídeo, fotos e textos relacionados ao bairro e à cidade em que viveu o autor de A meditação sobre o Tietê, que evocará memórias de Mário de Andrade ao longo de trajetos que um dia o poeta percorreu.
Os participantes selecionados para o Grupo de Estudo e Pesquisa frequentarão oito encontros, realizados uma vez por semana, com eixos artísticos inter-relacionados que servirão de base para a formação de grupos específicos, coordenados por Marcelo Abud (radialista, professor e pesquisador) e Paulo Toledo (fotógrafo, roteirista e produtor).
O Grupo, cujas atividades envolvem a pesquisa de campo, terá o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre a produção e a vida de Mário de Andrade; para tanto, seus integrantes serão estimulados a criar novas obras artísticas inspiradas na trajetória do escritor.
Durante os encontros, haverá conversas e dinâmicas conduzidas por especialistas de diferentes áreas artísticas ligados direta ou indiretamente à obra de Mário de Andrade. A saber: Reynaldo Bessa, escritor, professor de Letras e músico conduzirá um módulo envolvendo o gênero crônica e a escrita criativa. Estão sendo confirmadas duas outras participações, que irão se dedicar a estimular o grupo para a criação de um canal de resenhas literárias no YouTube e a entender e reproduzir um processo de adaptação de uma obra literária clássica para linguagens como HQs e vídeo. O coordenador do espaço e músico Marcelo Tupinambá também fará participações para falar, por exemplo, sobre a importância da criação de uma trilha original em áudios e vídeos.
Como resultado, os participantes vão desenvolver processos artísticos em diferentes linguagens (foto, vídeo, áudio, texto) e visitarão espaços como a Pinacoteca e o Theatro São Pedro, espaços ligados aos caminhos que Mário fez pelas artes do Brasil.
A base para a oficina serão pesquisas de campos da etnografia e crônicas da cidade, por meio de leituras dos livros "Táxi e Crônicas No Diário Nacional", "Amar, verbo intransitivo" e "Mário de Andrade Fotógrafo e Aprendiz", em sete encontros, culminando, no último dia, em um evento aberto ao público com apresentações provenientes do processo desenvolvido pelo próprio Grupo.
Serviço:
Terças-feiras, 8, 15, 22 e 29 de agosto, 5, 12, 19 e 26 de setembro das 14h às 17h
Público: Livre
Inscrições até o dia 08 de agosto (ou até as vagas serem preenchidas)
40 vagas

Nova Brasil tira "sangue" das músicas para incentivar doação




A Rádio Nova Brasil FM está com uma campanha institucional para incentivar seus ouvintes a doarem sangue. Desde a semana passada, 10 músicas (duas em cada spot) são apresentadas com interrupções quando a palavra sangue surge na composição. No vídeo acima, você tem uma amostra da ação. 

A criação é assinada pela agência Wunderman e tem como propósito incentivar o aumento de doações, justamente neste período de férias e de inverno em que os bancos de coleta ficam mais vazios. 


Quem estiver com a função RDS (Radio Data System) ativada no rádio do carro ou no celular, conta ainda com mensagens de impacto escritas no visor do aparelho. 
  “Se o sangue faz falta nas músicas, imagina nos bancos de sangue. Doe e ajude a salvar vidas”, diz a assinatura. 
Crédito: divulgação


segunda-feira, julho 24, 2017

Jornal das Profissões - Criatividade no rádio





Em julho de 2009, participei do Jornal das Profissões para falar sobre Criatividade no rádio.


A primeira parte da conversa trata sobretudo do jingle. A propaganda no rádio foi autorizada por Getúlio Vargas em 1932, dez anos após a primeira experiência de transmissão realizada no Brasil. Desde então, o jingle se tornou um estilo marcante e diferenciado de comunicar mensagens e atingir em cheio o público. Da primeira música feita para o Pão Bragança até o então atual Viajante Mastercard, a evolução e as mudanças foram inúmeras. Mas uma coisa permanece e é um forte aliado de quem utiliza este formato em suas campanhas: a aceitação do público pelo fato de dar mais "brilho" à plástica da emissora. Em outras palavras, todo mundo gosta de música, mesmo que esteja em uma rádio de notícias. O jingle desempenha um papel de entretenimento na programação e invariavelmente acaba por ser repetido pelo ouvinte até em situações em que este não tenha nenhuma atração por determinada marca. 

Conversei com a apresentadora Elis Marina também sobre o formato que passou a se destacar nas últimas décadas, dos anos 1980 para cá. Nos spots, caracterizados como comerciais que possuem fala e efeitos sonoros, prevalece o humor. Outra percepção é que algumas das peças criadas inicialmente apenas para o rádio acabaram ganhando uma posterior versão televisiva. Como é o caso de "Louco por Lee", "Rádio Kaiser" (dá pra tomar uma Kaiser antes?) e outras que são lembradas na entrevista. 

quinta-feira, julho 13, 2017

Cultura FM: 40 anos de uma história sonora




Na última terça, dia 11 de julho, a rádio Cultura FM completou 40 anos no ar, com uma incrível transmissão ao vivo da Sala São Paulo. Maestros, músicos, grandes vozes da emissora, repórteres da melhor qualidade deram o tom da festa à altura desta sonora história. 

Neste sábado, dia 15 de julho de 2017, a TV Cultura apresenta uma cobertura especial de tudo o que aconteceu na Sala São Paulo. Acompanhe a chamada no player acima ou neste link

O texto a seguir foi extraído do material distribuído para a comemoração das 4 décadas da Cultura FM: 

A Rádio Cultura FM entrou no ar em 11 de julho de 1977 com um papel definido: colaborar na formação do público. Assim agiu ao longo de 40 anos, em uma jornada única e que contou com o entusiasmo e aplauso da parte do ouvinte. 
Formar o público não queria apenas dizer que a educação do ouvido seria garantida por meio da música clássica, a arte dos grandes mestres, capaz de conquistar a alma de todos com sons acariciantes e muitas vezes hipnotizantes. Tratava-se também de refletir sobre os fundamentos da vida cultural como um todo e de promover o debate, de organizar a documentação musical e sobretudo fazer parte da vida diária dos brasileiros. Dessa forma, não apenas deu relevo à música chamada 'erudita', como também abriu espaço para a música em sua totalidade, como integrante das atividades artísticas diárias da população. 
Das manifestações da música popular brasileira ao jazz e aos sons experimentais, tudo o que a Cultura transmitiu foi pensado para ser consequente e relevante. Foi pensado para alterar a vida das pessoas. Foi o que ela cumpriu. Ela atinge hoje a sua plena maturidade com uma programação sólida e um público fiel que só fez crescer com a amplificação fornecida pela internet e a tecnologia digital. O ouvinte deve se transformar para melhor depois de tomar contato com os meios de comunicação, quando ele divulga conteúdo e informação de relevância. 
O meio também precisa se transformar a si mesmo e surpreender quem o utiliza. Precisa surpreender sem subverter os fundamentos. Foi isso que a rádio Cultura realizou ao inovar em vários aspectos. Ela foi uma das primeiras emissoras brasileiras a transmitir espetáculos ao vivo e, ao mesmo tempo, oferecer análises e esclarecimentos sobre o evento, colocando em perspectiva tudo aquilo que se reveste de atualidade. Em 1983, revolucionou a transmissão de música clássica no rádio colocando pela primeira vez no ar o som digital do compact disc. Foi a primeira a contar com um Guia do Ouvinte, que dava a programação musical completa da emissora e da cidade. Ela também foi pioneira em se fazer presente na internet como emissora digital, e arrebatou ouvintes no mundo inteiro". 

Acesse também o arquivo dos programas da emissora no site: http://culturafm.cmais.com.br/para-ouvir

A cerimônia que celebrou os 40 anos da Cultura FM vai ao ar no programa Clássicos da TV Culrua, neste sábado, dia 15 de julhor, às 21h30. 

Cerca de mil ingressos foram distribuídos para convidados e para o público em geral que, gratuitamente, puderam prestigiar o evento e comemorar com a equipe de produção, apresentadores e equipe técnica da rádio e da TV Cultura, que gravou o concerto para exibir neste especial.

A história da Rádio Cultura FM foi contada por meio de depoimentos em vídeo de boa parte daqueles que foram fundamentais para a construção da emissora, desde sua idealização na casa do ator Sérgio Luiz Viotti até os dias atuais. Com a apresentação do jornalista, roteirista, poeta e locutor Fábio Malavoglia, estes depoimentos foram costurados pela apresentação da Orquestra e por entrevistas feitas em tempo real pelos repórteres Cirley Ribeiro e Gilson Monteiro.

Emoção, competência e experiência foram as marcas do mestre de cerimônias Fabio Malavoglia (Foto: divulgação)