quinta-feira, julho 13, 2017

Cultura FM: 40 anos de uma história sonora




Na última terça, dia 11 de julho, a rádio Cultura FM completou 40 anos no ar, com uma incrível transmissão ao vivo da Sala São Paulo. Maestros, músicos, grandes vozes da emissora, repórteres da melhor qualidade deram o tom da festa à altura desta sonora história. 

Neste sábado, dia 15 de julho de 2017, a TV Cultura apresenta uma cobertura especial de tudo o que aconteceu na Sala São Paulo. Acompanhe a chamada no player acima ou neste link

O texto a seguir foi extraído do material distribuído para a comemoração das 4 décadas da Cultura FM: 

A Rádio Cultura FM entrou no ar em 11 de julho de 1977 com um papel definido: colaborar na formação do público. Assim agiu ao longo de 40 anos, em uma jornada única e que contou com o entusiasmo e aplauso da parte do ouvinte. 
Formar o público não queria apenas dizer que a educação do ouvido seria garantida por meio da música clássica, a arte dos grandes mestres, capaz de conquistar a alma de todos com sons acariciantes e muitas vezes hipnotizantes. Tratava-se também de refletir sobre os fundamentos da vida cultural como um todo e de promover o debate, de organizar a documentação musical e sobretudo fazer parte da vida diária dos brasileiros. Dessa forma, não apenas deu relevo à música chamada 'erudita', como também abriu espaço para a música em sua totalidade, como integrante das atividades artísticas diárias da população. 
Das manifestações da música popular brasileira ao jazz e aos sons experimentais, tudo o que a Cultura transmitiu foi pensado para ser consequente e relevante. Foi pensado para alterar a vida das pessoas. Foi o que ela cumpriu. Ela atinge hoje a sua plena maturidade com uma programação sólida e um público fiel que só fez crescer com a amplificação fornecida pela internet e a tecnologia digital. O ouvinte deve se transformar para melhor depois de tomar contato com os meios de comunicação, quando ele divulga conteúdo e informação de relevância. 
O meio também precisa se transformar a si mesmo e surpreender quem o utiliza. Precisa surpreender sem subverter os fundamentos. Foi isso que a rádio Cultura realizou ao inovar em vários aspectos. Ela foi uma das primeiras emissoras brasileiras a transmitir espetáculos ao vivo e, ao mesmo tempo, oferecer análises e esclarecimentos sobre o evento, colocando em perspectiva tudo aquilo que se reveste de atualidade. Em 1983, revolucionou a transmissão de música clássica no rádio colocando pela primeira vez no ar o som digital do compact disc. Foi a primeira a contar com um Guia do Ouvinte, que dava a programação musical completa da emissora e da cidade. Ela também foi pioneira em se fazer presente na internet como emissora digital, e arrebatou ouvintes no mundo inteiro". 

Acesse também o arquivo dos programas da emissora no site: http://culturafm.cmais.com.br/para-ouvir

A cerimônia que celebrou os 40 anos da Cultura FM vai ao ar no programa Clássicos da TV Culrua, neste sábado, dia 15 de julhor, às 21h30. 

Cerca de mil ingressos foram distribuídos para convidados e para o público em geral que, gratuitamente, puderam prestigiar o evento e comemorar com a equipe de produção, apresentadores e equipe técnica da rádio e da TV Cultura, que gravou o concerto para exibir neste especial.

A história da Rádio Cultura FM foi contada por meio de depoimentos em vídeo de boa parte daqueles que foram fundamentais para a construção da emissora, desde sua idealização na casa do ator Sérgio Luiz Viotti até os dias atuais. Com a apresentação do jornalista, roteirista, poeta e locutor Fábio Malavoglia, estes depoimentos foram costurados pela apresentação da Orquestra e por entrevistas feitas em tempo real pelos repórteres Cirley Ribeiro e Gilson Monteiro.

Emoção, competência e experiência foram as marcas do mestre de cerimônias Fabio Malavoglia (Foto: divulgação)

2 comentários:

José Rodrigues Neto disse...

Devo chamá-lo de professor ou mestre? Bom, se não for muita audácia, prefiro chamá-lo de amigo, por mais pesada que possa ser a união dessas cinco letras.
Tava lá?
Eu fiquei lá no fundão - prefiro! - e pude embevecer meus tímpanos com timbres.
Na verdade, é difícil achar algo ruim vindo da Padre Anchieta.
Trenzinhos lá pras 8 da matina, JC debate no almoço, "Quintal" & cia de tarde, a pantera rosa no comecinho da noite, jornal 21:15, atualizada no guia da semana com "Metrópolis" e um documentário pra findar a noite.
Enfim...não tem fim.
Aos finais de semana, o cheiro da minha Araras invade o ambiente com Inezita e Boldrin. "Prelúdio" vejo para me achar na plateia e ouvir os candidatos de uma forma mais superficial.
Por ter estudado minha vida toda no Liceu Coração de Jesus, sempre cresci - e escrevi um texto que ganhou 3 estrelas num ranking que ia até 3- me espelhando em quem sentou na mesma cadeira que eu: Monteiro Lobato, Grande Otelo, Neil Ferreira (o redator do imposto de renda e do orelhão morto), Antero Greco, Toquinho,Vicente Feola e Roberto Tibiriçá.
O último, egrégio maestro, conseguiu romper barreiras altas e farpadas.
E é com uma batuta que tento reger a minha lida.
Que eu não fique na ária da minha área, e sim operando numa vasta ópera.
Mozart, Chopin, Schubert, Dvorák e Puccini "atemporam" o meu deleite.

JÁJÁ VOLTAMOS!!!

Agora, sobre a sua retomada cultural, tô na caminhada de duas coisas: cultura e gratuidade.
E num é que tem de monte e de qualidade?
Dicas? Lá vai:

. Patética - espetáculo que acontece em um circo e, brilhantemente, fala sobre a chegada, luta e morte do Herzog. (lá na Oficina Oswald de Andrade)

. Festival colombiano com documentários, palestras e "conversatório" (lá tbm)

. Entrevista com Stela do Patrocínio - musical brilhante sobre a "gênia" da colônia Juliano Moreira (a mesma do Arthur Bispo do Rosário). Depois do espetáculo, rola uma troca de ideias produtivas e abridoras de cabeça. (lá na Biblioteca Mário de Andrade)

. Falando de biblioteca, já peguei uns 4 livros sobre o rádio. Vale muito. Pode ficar com o livro até por 28 dias, mas acabei a maioria em 2 dias.

. Pinacoteca tá com a interação feita em parceria com a IBM e ideia da Ogilvy (uma das agências que sonho)

. Palestras no Unibes (fui no do Pondé, do Jorge Forbes e agora vai rolar o do Cortella) Metrô Sumaré.



Pra fechar, tô escrevendo algumas coisas numa página voltada pra isso. Se der, veja lá (acabei um agorinha): https://medium.com/@dextraia

Abraços e fique em paz!


José Rodrigues Neto disse...

Ah!, e tem vários debates e palestras no centro de psicanálise.
Rola Lacan, Molto e Freud, mas há umas voltadas pra filosofia e grandes pensadores.