segunda-feira, janeiro 29, 2018

A rádio que tem opinião?



Tristeza não tem fim, jornalismo sério sim...
Temer o que está acontecendo na mídia: propaganda disfarçada de jornalismo
Ao ligar a TV domingo à noite no Programa do Silvio Santos, deparo-me com a presença do garoto propaganda da reforma da presidência, ops, previdência, Michel Temer. Fiquei preocupado com o tom amistoso entre o homem do Baú, que respeito apenas como comunicador, e o entrevistado. Tudo para fazer apologia aos bons resultados para o país se prevalecessem as ideias do nosso atual “mandatemerário”. Sim, acho realmente preocupante usar de uma concessão pública (em que o nosso congresso decide quem tem ou não capacidade para comandar uma emissora de rádio ou TV no Brasil) para esse tipo de discurso, que faz o noticiário oficial “A Voz do Brasil” parecer democrático.
Por outro lado, cresci ouvindo rádios populares e comunicadores dessas emissoras destinadas às camadas mais populares sempre foram usadas para tornar mais palatáveis os programas de governo, independentemente de quem está no poder. Por isso, não me assusta tanto que o Silvio Santos se preste a esse papel. 

Preocupante mesmo é perceber que uma rádio que cresci ouvindo e acreditando ser minimamente imparcial, coloque seu principal quadro de jornalistas para fazer um programa que mais parece um episódio de “Os Trapalhões”. Sabe aquela técnica da escada, em que um levanta o assunto para o outro brilhar? É o que tristemente ouço na entrevista de Temer à Rádio Bandeirantes nesta segunda, no Jornal Gente. O presidente, no caso, assume o papel do Didi, que sempre se sai bem no final.
Perguntas feitas em tom dócil, de pessoas “que têm opinião”. Realmente isso me preocupa pra valer. Gostaria de ressaltar que soa curioso o José Paulo de Andrade estar ausente dos microfones da emissora em que está há 54 anos por tanto tempo.

Um comentário:

José Rodrigues Neto disse...

Fala, professor.
Tudo certo por aí?

É, meu caro, tem coisas que acontecem atrás das cortinas. Mas estamos vendo com a dita cuja já aberta, escancarada, mostrando a face podre que estava na coxia. E, com o perdão do trocadilho, mostrando que nesse cenário político, a maioria é contra-regra.
Só admiro o Abravanel pelo tempo de trabalho, já que seu programa virou uma terra sem lei, um circo manjado (salvo Ivo Holanda!).
M de Michel. M de maquiavélico. M de mister M. M de merda.
Esse senhor que (Que ponto chegamos, hein?) é o nosso presidente é um tratante dos bão, sabe? Daqueles que, na roça, faz trambique com quaisquer coisas e sempre pendura a "branquinha".
Só que nessa roça (ou lamaçal? Ou areia movediça? Ou brejo?), é nós que carpi terreno debaixo de sór quente e, pra ter uma prosa com dotô, faz a boa da cachinha, pagando a conta dele.
Essa reforma da presidência, ops sem procedência, ops providência, ops indecência, ops previdência é absurda.
Aí, o quarto poder, vendo uma bocarra pedindo mordida, afaga o vampiro da corte.
Sílvio enaltece, Band lambe, Direita frouxa escora e o Jaburu gorjeia.
Cê falou da rádio, mas tem visto o pedaço de estrume que se tornou o "Roda Viva"?
Lá tá igual o Raul Gil, mas com uma diferença: No homem do banquinho, o jabá é escancarado.
Não tem pra quem correr, afinal, até os líderes não sabem pronde tão indo!

"Salve lindo pendão de esperança..."